E depois que tudo se acabe
que o sol se acabe
que a vida cesse:
Eu te amo agora
e isso me basta!
A eternidade é só palavra
que rebate em minha carne sedenta,
que desfaz ao te supor;
desejo o veneno do teu olhar
que me paralisa, me tranca o tempo.
No seu sexo hei de jorrar a pausa
e dançaremos, renasceremos
E (aí sim) não haverá mais pranto, clamor ou dor
E depois
depois
haverá, não haverá.
Tanto faz.
Escrito por Francisco.
Casa de cronistas
A Casa, as Crônicas e Nós.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
O cactus errado
Havia um passarinho
que adorava comer espinho
e cagar, o porquinho,
em seu próprio ninho.
Assim nasceu o cactus
na árvore do vizinho.
Escrito por Francisco.
que adorava comer espinho
e cagar, o porquinho,
em seu próprio ninho.
Assim nasceu o cactus
na árvore do vizinho.
Escrito por Francisco.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Sem título
De tão cansado
ao acordar
a voz abafada do escuro
disse:
Não precisa mais.
E calmamente tudo pesado
ia.
E ao sonhar
mais suave disse a voz:
“não precisa disso também”
e o mundo se desprendeu
de cada coisa,
até das cores as linhas.
E o laranja restante,
aconchegante
se esvaziava
em consciência.
E cansaço
mais ainda:
era preciso
dormir de dormir.
E num último sobressalto
de sonâmbulo, a voz disse:
vem cá.
E ele se aninhou
no sempre confortável
colo da Terra.
Escrito por Francisco.
ao acordar
a voz abafada do escuro
disse:
Não precisa mais.
E calmamente tudo pesado
ia.
E ao sonhar
mais suave disse a voz:
“não precisa disso também”
e o mundo se desprendeu
de cada coisa,
até das cores as linhas.
E o laranja restante,
aconchegante
se esvaziava
em consciência.
E cansaço
mais ainda:
era preciso
dormir de dormir.
E num último sobressalto
de sonâmbulo, a voz disse:
vem cá.
E ele se aninhou
no sempre confortável
colo da Terra.
Escrito por Francisco.
Opa, mais um recado rápido!
Pablo, se você estiver me lendo, fale comigo. Não sei em qual parte do país você está, mas quero que saibas que te estimo, caro amigo, e que sinto sua falta.
Sinceramente, Danilo.
Sinceramente, Danilo.
Recados
pequena "tranqüila":
Você já é
um vulcão.
Mesmo dizendo
que não.

****
Esse:
fio
da teia
do tu
que serei
amanhã.

****
E o fogo há de nascer amanhã
e amansar logo após.
Num ciclo infinito de nós.

Escrito por Francisco.
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